El-Rei, meu Senhor e vosso Pae, espera-vos para seroar...
A Infanta não a ouve; continúa extática. O silencio é agora maior e mais pesado.
A AIA—mais hesitante, mais baixo
Senhora, perdoae... mas El-Rei, meu Senhor e vosso Pae, espera-vos para seroar...
Numa immobilidade de estatua, a Princeza continúa olhando as naus.
Silenciosas, inconscientes e hesitantes, como somnambulas, dominadas, as aias afastam-se, abrindo alas. A Infanta desperta. Olha, cansada, os que a rodeiam. Interroga-os com um olhar: comprehende, tem um gesto vago de recusa, fixa mais uma vez o rio e os longes, e, deixando-se ir como arrastada, sahe, seguida da côrte. Os pagens levam os candelabros. A luz do crepusculo é extinta. Só negrumes. Nas columnatas bruxoleam vagos clarões.
A VOZ DO BANDARRA—fóra
Bailai, bailai, que ainda é folia!!...
Acendei cyrios... Trazei mais cyrios... Acendei mais...
O povo, com os que desembarcaram das naus, canta e dança, no terreiro, á luz d'archotes.