Todos os meus interpretes me abraçaram efusivamente. E Santa-Cruz de Vilalva:

—Ora ... se eu não sabia já que êle havia de aparecer!... Quem não os conhecesse... São todos a mesma...

Os ensaios marchavam óptimamente. Roberto Dávila, no papel do escultor, ia ter decerto uma das suas mais belas criações.

Passaram-se dois dias.

Coisa espantosa: ainda não falara do novo acto da minha peça, razão unica porque decidira regressar a Lisboa contra todos os meus projectos, contra toda a minha vontade.

Emtanto ao terceiro dia, enchendo-me de coragem (foi certo: precisei encher-me de coragem) disse ao empresario o motivo que me trouxera de Paris.

Santa-Cruz de Vilalva pediu-me o manuscrito, sem consentir porêm que eu lho lesse.

E na manhã seguinte:

—Homem!—gritou-me—Você está maluco! O antigo acto é uma obra-prima. Este, perdôe-me... Posso dizer-lhe a minha opinião franca?...

—Sem duvida...—volvi, já perturbado.