—É verdade: aquela americana que eu lhe apresentei outro dia, dá amanhã uma grande soirée. Você está convidado.

—Eu!?...

—Sim. Ela disse-me que levasse alguns amigos. E falou-me de si. Aprecia-o muito... Aquilo deve ser curioso. Ha uma representação no fim—umas apoteoses, uns bailados ou o quer que é. Emtanto, se é maçador para você, não venha. Eu creio que estas coisas o aborrecem...

Protestei, idiotamente ainda, como era meu habito; afirmei que, pelo contrario, tinha até um grande empenho em o acompanhar, e marcámos rendez-vous para a noite seguinte, na Closerie, ás dez horas.

No dia da festa, arrependi-me de haver aceitado. Eu era tão avesso á vida mundana... E depois, ter que envergar um smoking, perder uma noite...

Emfim ... emfim...

Quando cheguei ao café—caso estranho!—já o meu amigo chegara. E disse-me:

—Ah ... sabe? Temos que esperar ainda pelo Ricardo de Loureiro. Tambem está convidado. E ficou de se encontrar aqui comigo. Olhe, aí vem êle...

E apresentou-nos:

—O escritor Lucio Vaz.