La crestiène, por l’honor
De la feste, et nom Blancefleur
v.—169—172.
Na versão italiana de Brancaflor as duas mães têm os seus filhos no mesmo dia:
Partorirno in una medesma sera
Di maggio, ch’era la rosa in su la spina...
Lo fresco giorno di Pasqua rosata.
É mui frequente esta data nos poemas da edade media, principalmente nos de origem oriental. Podemos com certeza asseverar que a versão portugueza, recolhida da tradição oral, se encontra exactamente quanto á essencia no romance de Blancefleur, desde o verso 55 até ao verso 190 (Ediç. Elzeviriana.) As alterações podem-se explicar do mesmo modo que Du-Méril descubriu pela analyse das versões hespanholas: «l’esprit espagnol ne paraît pas l’avoir jamais comprise.» (Introd, pag. LXXIX). Desde quando andará na tradição portugueza este fragmento do romance de Blancefleur? Que elle era conhecido na Hespanha sabemol-o por Affonso o Sabio, pelo Arcipreste de Hita e por Francisco Imperial; em Portugal encontramol-o citado no Cancioneiro de Dom Diniz:
Qual mayor poss’ e o mays encuberto
Que eu poss’ e sey de brancaflor