—Pois bem, interrompeu Cyrino, você não quer?... não falemos mais nisso... Não heide querer, senão aquillo que achar bom... E se eu, por fim, me decidir a falar a seu pae?
—Deus nos livre! retorquiu ella aterrada. Pensei a principio que pudera ser, mas depois vi que era peior... Mecê não conhece o que é palavra de mineiro ... ferro quebra, ella não... Manecão hade ser genro delle...
—Quem sabe, Innocencia? Heide falar tanto ... pedir com tanta humildade...
—Ché, que esperança! ... de nada serviria...
—Então, que fazer? bradou o moço. A que Santa agarrar-nos? Porque é que o céu nos quer tanto mal?
E occultando a cabeça entre as mãos, desatou a chorar ruidosamente. Innocencia, por seu lado encostou a fronte ao hombro do amante, e ambos, unidos, choraram como duas creanças que eram.
Foi ella quem primeiro rompeu o silencio.
—Ah! meu Deus, se o padrinho quizesse!...
—Seu padrinho? perguntou Cyrino. Quem é? ... quem é elle?
—Um homem que mora para lá das Parnahybas, já nos terrenos Geraes.