—Vamos, diga... Tenho muito gosto em lhe conhecer ... diga.

Com vagar e acanhamento, repetiu Innocencia estas palavras, ao passo que Meyer lhe estendia a mão direita, larga como uma barbatana de cetaceo, e franca como o seu coração.

—Gosto, muito gosto tenho eu, disse elle com tres ou quatro sonoros arrancos de garganta. Só o que sinto é vel-a doente... Mas o doutor não nos deixará ficar mal; não é Sr. Cyrino?...

E apoiou esta pergunta com um hen? que ecoou por toda a sala.

—A senhora, respondeu o interpellado, precisaria tomar por alguns dias um pouco de bom vinho do Porto, em que se puzesse casca de quina do campo... Mas, onde achar agora vinho? Só na villa de Sant'Anna...

—Vinho? perguntou Meyer.

—Sim.

—Vinho do Porto?

—Melhor ainda.

—Pois tudo se arranja, na minha canastra tenho uma garrafa do mais superfino e com a maior satisfacção a offereço á filha do meu pom amigo o Sr. Pereira.